Quarta-feira, 18.11.09

 

 

 

Por vezes é como andar no nevoeiro.

Coração apertado na cegueira do futuro passo.
Coração apertado. Pavor de o quebrar na esquina que se segue.
Depois vem uma mão. Um espírito que nos alcança e nos puxa para essa esquina e nos ajuda a sair do nevoeiro que não era mais que sombras.
Sombras de passado que invadem sem convite uma busca pelo futuro.
Passos…passos com essa mão que nos afasta do passado, ainda que tenhamos medo, de com ela, dizer futuro.
O nevoeiro sai depois de nós, por nós, nada sai claro, pelos olhos saem sombras, pela voz, temores. Nevoeiro. Nevoeiro que não é mais que a prisão ao medo passado e a aflição de confessar o futuro.



ENIA às 12:07 | link do post | comentar

Segunda-feira, 09.11.09

 

Não quero lembrar, embora relembre... Continua uma comparação de coisa boa, para coisa má, e a má esmaga [sempre] a boa! Não quero um passado, e este presente, que ainda dói e entristece qualquer inicio de dia, semana, teima em persistir!

Quero um futuro com certezas e clarezas, com sentimentos verdadeiros e fáceis de entender! Sem medos, com vontade para desafiar, conquistar e amar! [te]

 

[http://pqsim-e-pqnao.blogs.sapo.pt/11838.html]

 



ENIA às 11:17 | link do post | comentar

Terça-feira, 03.11.09

 

Só queria que falasses comigo, só que queria que te abrisses, só te quero entender!



ENIA às 16:54 | link do post | comentar

Segunda-feira, 02.11.09

 

 

Sente-se um vazio, e nada o preenche...

Sinto falta [de ti].



ENIA às 20:10 | link do post | comentar

Quinta-feira, 29.10.09

 

 

I need my room, I must remember my scent, I need to feel.

I have to stop losing your smell, the warmth of your body... still remembered!



ENIA às 18:26 | link do post | comentar

Sexta-feira, 23.10.09

 

Há cidades que guardam muito, e contam outro tanto!

E como num segundo rebentasse os cinco sentidos, uma explosão de sensações, e faz-nos lembrar o que ela guarda…

Se ela falasse, contaria segredos, muitos… bons momentos, e o principal, a imagem e as vivências com alguém que poderá ter tanto de ti, como da minha essência.

Foi tão bom o que vivi! Dá uma saudade, uma vontade de voltar a ter-te, vontade de te abraçar, de inalar o teu cheiro, e esperar um sorriso teu.

O que esta cidade guarda!

As loucuras da noite e as descobertas do dia. Cada canto por onde passo, há uma marca tua, há um desejo meu… É quando paro, e vejo-te a passar [ no meu imaginário], que tudo parece possível e que tudo faz sentido, até mesmo as piores situações fazem sentido... Só me resta saber qual o sentido, qual a direcção que devo tomar.

Vou ficando por aqui, a ver-te passar, a tentar descobrir para onde me levas. [Por onde vou]



ENIA às 10:35 | link do post | comentar

Terça-feira, 20.10.09

Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se "Iqueia" ou "I quê à"? E é "o" IKEA ou "a" IKEA"?

 

São ambiguidades que me deixam indisposto.

 Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me.

 E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no "I quê à", quando, para eles, é evidente que estou na "Iqueia".

 As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro.

 O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos.

 

É uma espécie de Lego para adultos.

Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos.

O que digo é que não são móveis.

Na altura em que os compramos, são um puzzle.

A questão, portanto, é saber se o IKEA vende móveis baratos ou puzzles caros.

Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta.

Achei que combinava bem com a minha personalidade.

Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora.

 Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias.

É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil.

Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. A equipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira.

Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto.

Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria.

Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho.

Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem.  

Idiossincrasias do comércio moderno.

Que fazer, então?

Cada cliente terá o seu modo de reagir.

O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro.

E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

Ricardo Araújo Pereira in Visão

 

 

 



ENIA às 10:00 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.10.09

 

Há medos que nos perseguem, que nos surgem, que não sabemos lidar com eles!

 

Sabes do que eu tinha medo? Medo sem te poder dizer que o sentia. Medo de te perder. [Tanto] Medo de te perder. De te ver partir. De sentir saudades na tua fuga. De imaginar os meus dias sem ti.



ENIA às 13:25 | link do post | comentar

Quarta-feira, 07.10.09

 

 

 

Foi uma noite para esquecer...

A chegada da final conclusão, o ponto que faltava na história!

 

Disse, o que estava cá dentro, não filtrei fosse o que fosse, disse e pronto! Fiquei memos mal na altura, a raiva passava...

 

De cabeça fria, não teria dito algumas palavras, e teria dito outras... teria dito o mais importante, o que para mim é o mais importante! Algumas daquelas palavras, principalmente as ultimas, não são verdadeiras, queria não ser a única a estar mal!

 

Agora resta o tempo, e com ele virá mais respostas, virão as recordações boas, e depois veremos que resta. Veremos realmente quem somos.



ENIA às 13:23 | link do post | comentar

Quinta-feira, 01.10.09

           

  Ofacto é, que não me apetece escrever seja do que for, mesmo daquilo que neste momento, ocupa maior parte dos meus neurónios... lembro-me dos ultimos tempos, ultimo ano...

É para esquecer! Quantas mais palavras eram ditas, mais desilusões surgiam, e foram bem marcadas...

Chegou ao ponto!

Chegou ao ponto, de não acreditar em tais palavras e ver nas acções, o reflexo daquilo que se é!!

 Daria tudo o que sempre  quis dar. O tempo passa, torna-se tarde, e começo a habituar-me a estar sem... os sentimentos tendem adormecer.

Finda-se, falta questionar o que resta, o que vai restar, para além das memórias do ultimo ano, para além de mim...

 

(E porque é, que no mesmo caderno onde o texto a cima tá escrito, no fim, tá transcrito uma boa conversa, uma boa recordação?)

 



ENIA às 19:41 | link do post | comentar

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